Efeito Dolly

06/18/2015

 

E ai, pessoal! Tudo bem? Espero que sim. 

 

Estou estreando meu blog, pretendo estar, sempre que possível, postando algo interessante para vocês, sejam dicas, aulas ou temas para pensarmos um pouco (como o de hoje). 

 

Quero começar com uma pergunta: você tem sofrido do "Efeito Dolly"? Eu explico: esse efeito ocorre quando você perde sua identidade, e passa a ser meramente um clone ou cópia de outro alguém. Não é de hoje que somos bombardeados com tanta informação, e a mídia sempre tenta criar ídolos e tendências para nos espelharmos, digamos que ela cria produtos, basta ver como as revistas especializadas sempre colocam em suas capas e matérias os mesmos músicos. 

 

Talvez isso parta de uma necessidade nossa, como seres humanos, do pensamento de que se formos igual a alguém "especial" teremos maior aceitação, talvez não. Sempre foi assim em todas as áreas: artística, profissional e até religiosa. E isso não acontece somente com você, aconteceu com outros grandes músicos, quer um exemplo? Basta olhar para quando Jimi Hendrix surgiu. Muito guitarristas, para não dizer todos eles, queriam ser ele, até Eric Clapton e Stevie Ray Vaughan deram uma pequena derrapada nessa, mas conseguiram encontrar suas próprias vozes. E isso não começou ou parou ai, olhe para mais adiante e veja como isso continua até hoje, com o surgimento de outros grandes músicos como EVH, Yngwie Malmsteen, Steve Vai, etc. Perceba até mesmo como cada setor/estilo musical possui seus "heróis", como é o caso de Juninho Afram no Gospel e Brad Paisley no Country. 

 

Eu mesmo já cai nessa, basta assistir meus vídeos mais antigos, onde eu tentava ser e soar (de forma até um pouco vergonhosa, eu admito, hehehe) como o Afram, algo até aceitável levando em conta minha pouca idade na época, mas que é algo que não podemos levar junto de nós para sempre, precisamos amadurecer como pessoas e como músicos. E quando digo isso, não estou dizendo que não podemos ter influências, mas que devemos buscar soar como nós mesmos, isso leva muito tempo, e admito que gera medo, medo de fracassarmos, de não gostarmos (ou pior, de outros não gostarem) de nossa personalidade musical, de não sermos os melhores (um pensamento muito equivocado, já que música não é competição), ou seja, medo. Mas lembrem-se: o que nós amamos nesses músicos todos é que eles são eles mesmos, se não fosse assim, eles não teriam chamado nossa atenção. Talvez apenas músicos mais experientes, irão notar e sentir essa necessidade de uma identidade, pois quando estamos começando, tudo é muito novo, e ainda não temos gostos ou experiências musicais tão desenvolvidas. 

 

Então, será que você não está tentando ser alguém que você não é? Será que sua banda não soa idêntica como outra na "praça"? Para soar diferente você não precisa tocar com a língua ou procurar apenas por sons exóticos, basta tentar ser você mesmo, procure um fraseado mais particular, frases que não soem como cópias idênticas de outros músicos, busque um jeito de compor mais particular, improvise mais, mude seu timbre! 

 

Infelizmente esse fantasma volta de tempos em tempos para nos assombrar, alguns dias antes de escrever esse artigo eu estava ouvindo muito Richie Kotzen, e senti vontade de tirar todos os licks possíveis dele, ou seja, lá estava eu sofrendo do "Efeito Dolly" novamente, hehe! Ainda bem que consegui me curar a tempo. Quando for assim, experimente ouvir outro som, ou vá compor!

 

Então é isso pessoal, deixem o medo de lado, e tomem coragem de serem... Vocês mesmos/mesmas! 

 

Abração! 

 

Gil. 

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